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Tipo: PLO - Projeto de Lei Ordinária
Número: 1201
Ano: 2025
Ementa: Institui o Programa Municipal “Infância Segura
Digital” e estabelece medidas administrativas de
prevenção e enfrentamento à exposição cibernética
de crianças e adolescentes no Cabo de Santo
Agostinho, e dá outras providências.
A CÂMARA MUNICIPAL DO CABO DE SANTO AGOSTINHO, Estado de Pernambuco, aprova:
Art. 1º Fica instituído, no âmbito do Município do Cabo de Santo Agostinho, o Programa Municipal
“Infância Segura Digital”, destinado a promover ações preventivas, educativas e fiscalizatórias para
a proteção de crianças e adolescentes contra a exposição indevida e a exploração sexualizada,
especialmente no ambiente digital.
Parágrafo único. A execução do Programa ficará a critério do Poder Executivo, que poderá,
mediante disponibilidade orçamentária e conveniência administrativa, definir as ações, parcerias e
recursos a serem utilizados.
Art. 2º São objetivos do Programa:
I – promover campanhas permanentes de conscientização sobre riscos e cuidados no uso da
internet;
II – orientar pais, responsáveis e educadores sobre prevenção e identificação de casos;
III – promover palestras e atividades educativas nas escolas municipais;
IV – articular a atuação conjunta entre escolas, Conselho Tutelar, Secretaria de Programas Sociais
e demais órgãos de proteção;
V – criar canal oficial de atendimento para encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes.
Art. 3º Fica proibida, no território do Município, a realização de eventos públicos ou privados que
promovam, incentivem ou permitam a exposição sexualizada de crianças e adolescentes, sob
qualquer forma, física ou digital.
Art. 4º O descumprimento do disposto no artigo anterior sujeitará o responsável pela organização
do evento:
I – à multa no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), dobrada em caso de reincidência;
II – à cassação do alvará municipal para realização do evento;
III – à proibição de obtenção de novos alvarás pelo prazo de 2 (dois) anos.
§ 1º A fiscalização será realizada pelos órgãos municipais competentes, que comunicarão
imediatamente o Conselho Tutelar e as autoridades policiais em caso de indícios de crime.
§ 2º A aplicação das penalidades previstas nesta Lei não afasta eventual responsabilização civil ou
penal prevista na legislação federal.
Art. 5º O Poder Executivo poderá firmar parcerias e convênioscom órgãos estaduais, federais, Ministério Público, polícias e organizações da sociedade civil para execução das ações previstas nesta Lei.
Art. 6º Caberá ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente acompanhar e avaliar a execução das ações, dentro de suas atribuições legais.
Art. 7º As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, ficando sua aplicação condicionada à existência de disponibilidade financeira e à previsão na Lei Orçamentária Anual.
Art. 8 º Para fins de divulgação e conscientização, esta Lei poderá ser conhecida como “Lei Felca”, em referência ao influenciador digital que popularizou o debate nacional sobre proteção de crianças e adolescentes contra a exploração e a exposição indevida no ambiente digital.
Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Cabo de Santo Agostinho, 11 de Agosto de 2025.